Registro de recebíveis: o que é e o que muda na vida do lojista?

 Registro de recebíveis: o que é e o que muda na vida do lojista?

Vem descobrir o que é o registro de recebíveis, nova regulamentação instituída pelo Banco Central do Brasil e quais as mudanças para o lojista!

No post de hoje, vamos falar sobre o registro de recebíveis, e para isso vamos explicar o que é a  registradora. Você já sabe o que é isso? Ela chega com o objetivo de estabelecer algumas diretrizes para o mercado de recebíveis brasileiro. 

Além de explicarmos o que é a registradora, também vamos te contar o que muda na vida do lojista com essa nova regulamentação. Quer saber mais? Então, vem ler! 

O que é a registradora?

A registradora é uma infraestrutura que o Banco Central do Brasil (BACEN) instituiu para regulamentar o mercado de recebíveis de cartão no país. A partir de agora, portanto, toda a transação capturada pelas adquirentes por meio das maquininhas ou online precisará ser registrada nesse ambiente. 

Portanto, a registradora é uma forma que o Banco Central encontrou de organizar e compilar as informações dos recebíveis e os serviços prestados com eles.

Para você entender melhor, vamos fazer uma analogia? A registradora funciona como uma espécie de cartório, só que de recebíveis. No cartório, o imóvel é registrado em uma matrícula com todas as informações referentes a ele (como a sua metragem, qual a parte construída e se ele faz parte de um condomínio). 

Além disso, tudo o que ocorre naquele imóvel, como venda e garantia, é cadastrado nessa matrícula. Assim, o documento contém um histórico do que se passou com aquele imóvel.

E com os recebíveis?

Com os recebíveis, o processo funcionará da mesma forma!

As adquirentes devem registrar os recebíveis no nome do titular. A diferença é que, no caso das registradoras, o nome do cadastro será Unidade de Recebível (UR) e não matrícula (como no cartório). 

Uma vez que a UR é criada, ela traz algumas informações básicas, como: quem é o “dono” do recebível, a credenciadora que capturou a transação, o arranjo e a data que o lojista espera receber o pagamento daquele recebível. 

Além disso, assim como acontece com a matrícula de um imóvel, qualquer operação ou negociação que ocorrer com relação ao recebível vai ser cadastrado nessa UR. Portanto, quando o cliente decidir antecipar os recebíveis ou oferecê-los como garantia em operações de empréstimo, esses processos vão ficar registradas no recebível.

O melhor é que o registro dos recebíveis é feito eletronicamente, com um processamento em poucos segundos e não oferece custos para o lojista!

O que vai mudar na vida do lojista?

Com a nova infraestrutura estabelecida, vão acontecer mudanças que podem interferir na vida do lojista. Vamos ver quais são elas?

Antecipação e Anuência

Com a registradora, o lojista poderá pedir a antecipação de um recebível capturado por determinada adquirente a qualquer outra instituição que tenha interesse em prestar esse serviço financeiro. 

Mas isso só vai acontecer caso a instituição que antecipará o recebível consiga ter acesso na registradora a informações das UR que o lojista tem a receber.

A partir disso, a instituição consegue visualizar os recebíveis futuros e, então, realizar uma oferta para antecipá-los. 

É importante deixar claro que o acesso a informações das unidades de recebíveis do lojista na registradora não será pública. Afinal, estamos falando de informações financeiras sensíveis que refletem o fluxo de recebíveis do lojista. 

Portanto, para que qualquer participante no mercado tenha acesso ao fluxo de recebíveis do lojista, ele precisará ter uma autorização ou anuência para visualizar essa agenda.

Crédito

Já em relação ao crédito, a principal mudança é que o lojista conseguirá oferecer os seus recebíveis como garantia para mais de uma instituição financeira que tenha lhe concedido o empréstimo. 

No antigo modelo de trava bancária, isso não era possível. Ou seja, todo o fluxo de recebíveis ficava restrito a apenas um empréstimo. 

Na prática, se o lojista tinha uma agenda de recebíveis de R$ 15.000 das instituições de pagamento mas detinha um crédito de R$ 5.000, toda a sua agenda era garantida a um único credor. 

Isso ainda que o lojista necessitasse de apenas ⅓ dela para executar e quitar o empréstimo, em caso de inadimplência. . 

Com a registradora, esse cenário muda, ou seja, o cliente tem o seu fluxo e agenda garantidos ao credor conforme o saldo devedor da operação. Isso lhe permite tomar empréstimos com garantia de recebíveis de cartão de crédito em mais de uma instituição financeira ou de pagamento no mercado! No exemplo acima, o lojista poderia usar o R$ 10.000 restantes para outras operações de crédito!

E aí, tirou suas dúvidas sobre a registradora? Se você gostou deste conteúdo, talvez se interesse por este também: Dicas para manter a saúde financeira do seu negócio.

Obrigada pelo papo e conte com a gente!

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