O que levar em consideração antes de abrir uma empresa com um sócio?

 O que levar em consideração antes de abrir uma empresa com um sócio?

Você está pensando em abrir uma empresa com um sócio ou já tem um negócio e quer chamar um parceiro? Entrar em uma sociedade pode ser bastante benéfico para os empreendedores. Diferentes aspectos acabam motivando a decisão de construir um negócio em parceria com um sócio, como a necessidade de um aporte financeiro ou de compartilhar o trabalho e as responsabilidades.

Contar com um parceiro ajuda você a ver a empresa por outros ângulos, encontrando caminhos inovadores para bons resultados. Mas há também alguns riscos na hora de abrir um negócio com um sócio e é sobre eles que vamos falar hoje. Descubra 6 aspectos que svocê deve considerar antes de firmar essa sociedade! Vem ler!

Três principais aprendizados de hoje

  1. O primeiro risco na hora de abrir uma empresa com outra pessoa é não conhecer o seu perfil e o do seu sócio. Essa parceria precisa unir as experiências e habilidades de vocês. Por isso, é fundamental saber quais são os seus pontos fracos e fortes, avaliando como você pode contribuir para a empresa. Da mesma forma, é preciso entender quais as características e habilidades do seu futuro sócio. O segundo risco é não ter sinergia com o parceiro de negócio. Para evitar que isso aconteça, avalie a relação que você tem com o possível sócio. Já trabalharam juntos? Como foi esse período? É importante também buscar alguém que complemente o seu conhecimento. Se você tem boa habilidade de gestão, pode ser interessante abrir uma empresa com quem tenha mais conhecimento técnico, por exemplo. 
  2. O terceiro risco é não separar o profissional do pessoal, um erro bastante comum nas empresas. Para garantir a saúde do negócio, o ideal é que os problemas pessoais entre você e seu sócio não contaminem as decisões profissionais e vice-versa. Não chegar a um consenso é o quarto risco. É claro que no dia a dia da empresa os sócios podem discordar sobre algum aspecto e pensar em uma terceira via para seguir. Mas quando os impasses são regra na empresa, isso pode prejudicar bastante o desenvolvimento do negócio. Por isso, é um ponto de atenção para quem quer firmar uma sociedade. 
  3. O quinto risco é enfrentar burocracia na hora da separação. Ao firmar uma sociedade, é preciso assinar um contrato. Então, quando você e seu sócio decidem colocar um fim nessa parceria, acabam enfrentando alguns processos legais para oficializar o encerramento da sociedade. Já o sexto risco envolve, justamente, não prestar atenção a esse contrato social. Para evitar dores de cabeça, estabeleça cláusulas que beneficiem ambas as partes envolvidas na empresa e revise as informações com cuidado. Aqui, é recomendado, inclusive, contar com a ajuda de um especialista para evitar erros na hora de firmar o contrato. 
  1. Não conhecer o seu perfil e o do seu sócio 

Antes de entrar em uma sociedade, é preciso saber qual o seu perfil. Você está disposto a correr riscos com um empreendimento ou é mais conservador nesse sentido? Quais são as suas habilidade técnicas para o negócio? E suas qualidades de gestão? Quais características um sócio poderia ter para complementar essas suas habilidades? 

Responder a essas perguntas te ajuda a traçar o seu perfil e a pensar em quais sócios seriam interessantes para o negócio. 

Não fazer esse tipo de análise traz o risco da sociedade não funcionar por uma incompatibilidade entre você e seu sócio ou pela falta de alguma habilidade que seria necessária para o sucesso da empresa. Então, avalie se as personalidades combinam. Por exemplo, se você está disposto a correr muitos riscos e o seu sócio não, isso pode causar grandes problemas. Lembre-se que ambos têm poder de decisão na empresa. 

O autoconhecimento vai ser fundamental para entender o seu perfil e ver se você está disposto a encarar o que uma sociedade impõe, como perda de autonomia nas decisões e divisão nos lucros. 

  1. Não ter sinergia

Outro ponto a ser considerado é analisar a relação que você tem com o seu futuro sócio. Vocês já trabalharam juntos? Havia sinergia no trabalho ou não? Entrar em uma sociedade com um completo desconhecido é arriscado, mas mesmo que o possível sócio seja alguém que você conhece, analisar a relação prévia com ele é fundamental. 

Além disso, para escolher o sócio, pense em quais habilidades dele complementam as suas. Se você tem perfil para a gestão e liderança, é interessante fechar uma parceria com alguém que tenha conhecimento mais técnico, por exemplo. Ou  você pode ter uma ótima ideia mas não sabe bem como executá-la, então, chamar alguém que saiba colocá-la em prática é uma boa pedida.

  1. Não separar o profissional do pessoal

Tão importante quanto pensar se você e seu sócio têm habilidades e personalidades complementares é garantir uma relação de confiança, transparência e certa tranquilidade entre vocês. Muitas vezes, amigos ou familiares entram em uma sociedade e acabam trazendo para os negócios algum problema do campo pessoal ou levam questões profissionais para as relações pessoais. 

É importante separar esses dois aspectos ou, se você achar que isso não é provável de acontecer, melhor repensar a parceria. O negócio em sociedade deve ser construtivo para todos os envolvidos e o ideal é que os problemas não contaminem a relação entre as partes. 

  1. Não chegar a um consenso

É claro que você e seu sócio não terão sempre a mesma opinião e isso, pode, inclusive, ser positivo em muitos casos. Afinal, debatendo sobre os rumos da empresa, vocês podem encontrar caminhos mais criativos. Mas quando a falta de consenso é regra na sociedade, os impasses acabam sendo bastante problemáticos, impedindo que o negócio siga em frente. 

Por isso, é tão importante que os sócios tenham objetivos em comum para buscarem juntos as melhores alternativas e alcançarem as metas. Afinal, quando você faz parte de uma sociedade, as decisões devem ser tomadas em conjunto, a não ser que o combinado entre os sócios seja outro. Assim, avalie o quanto você está disposto a compartilhar decisões ou se o seu perfil é de querer ter autonomia total nesse sentido. Esse aspecto é decisivo para entrar ou não em uma sociedade. 

  1. Enfrentar burocracia na separação

Mesmo que você e seu sócio possam voltar atrás na sociedade, é preciso prestar contas legalmente. Podemos fazer uma analogia com o casamento aqui. Quando um casal opta pelo divórico, precisa oficializar o processo legalmente. Esse divórcio pode até ser amigável, mas, mesmo assim, ambas as partes vão ter algum trabalho pela frente para poder conquistar a separação definitiva. 

Assim, se você e seu sócio decidirem se separar, tenha em mente que vão precisar enfrentar alguma burocracia e processos legais para oficializar o fim da parceria. Afinal, ao firmarem a sociedade, foi preciso assinar um contrato. Por falar nisso, esse documento também é ponto de atenção na hora de abrir uma empresa com um sócio. Veja a seguir!

  1. Não prestar atenção ao contrato social

Para estabelecer uma sociedade, é preciso assinar o chamado contrato social. Aqui, você e seu sócio estabelecem as diretrizes para o funcionamento da empresa. 

Cada negócio vai incluir cláusulas específicas no contrato, mas, no geral, é interessante que ele especifique a participação nos lucros de cada parte, quais são as principais funções de cada sócio no negócio, como a empresa vai funcionar e como vai ser feita a divisão dos prejuízos entre as partes. 

O contrato deve ser muito claro e todos precisam estar de acordo com o que é proposto no documento para evitar conflitos futuros. Então, garanta que o contrato seja benéfico para ambas as partes envolvidas. Também é importante pensar em diferentes cenários que podem acontecer ao negócio, incluindo cláusulas que já preveem esse tipo de situação. 

Uma dica é revisar em detalhes o documento e contar com um especialista para auxiliar você e seu sócio no estabelecimento do contrato.  

E aí, o que você achou das dicas de hoje? Para garantir os melhores resultados para o seu negócio, confira também este artigo: 6 estratégias para arrasar na expansão da sua empresa!

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