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Como abrir uma empresa: confira um passo a passo simples!

 Como abrir uma empresa: confira um passo a passo simples!

Você sabe como abrir uma empresa? No Brasil, esse processo envolve algumas burocracias dependendo do tipo escolhido. Mas, seguindo as coordenadas certas, você consegue ter o seu próprio negócio rapidamente, atrair os melhores clientes e começar a vender os seus produtos.

No post de hoje, vamos explicar o passo a passo sobre como abrir uma empresa para acelerar esse processo e evitar erros pelo caminho. Se você quer saber quais os documentos necessários, o que fazer e quanto custa ter o seu próprio negócio no Brasil, continue lendo! 

Como abrir uma empresa?

Abrir uma empresa envolve algumas etapas burocráticas, mas fundamentais, como definir sua atividade, escolher o tipo de negócio e a sua natureza jurídica. Nesse cenário, um especialista em contabilidade pode contribuir muito para guiar você durante o processo. 

Hoje, você consegue contratar profissionais autônomos ou uma empresa especializada. Além disso, pode buscar contadores focados no seu tipo de negócio. Para quem é MEI, por exemplo, você encontra um serviço de contabilidade com alta qualidade, mas que cabe no seu bolso. 

Então, não se prenda à ideia de que ter um profissional ao lado para te ajudar é um desperdício de recursos. Pelo contrário, contar com essa figura por perto pode evitar erros desde o início e que poderiam comprometer a sua empresa lá na frente. 

Mas o que exatamente é preciso para abrir uma empresa? Quais os documentos necessários e que tipos de escolhas você tem que fazer na hora de abrir um negócio? Confira as respostas para todas essas perguntas a seguir!

O que é preciso para abrir uma empresa?

Para evitar prejuízos para o seu negócio, é preciso fazer tudo certo desde o momento de abertura do seu CNPJ. Se você ainda não sabe quais etapas deve seguir para iniciar esse processo, não se preocupe. Nós separamos todas as dicas que você precisa. Confira um passo a passo completo sobre como abrir uma empresa! 

  1. Escolher uma razão social 

A razão social (denominação social ou firma empresarial) da sua empresa é o nome oficial do negócio, aquele que vai aparecer nos contratos e documentos. Além disso, a razão social também fica marcada nas notas fiscais enviadas aos clientes e na fatura do cartão dos consumidores, para identificar a compra.

A firma empresarial contém, pelo menos, o nome fantasia da empresa, seu ramo de atividade e sua natureza jurídica. A razão social é única e fica atrelada ao seu CNPJ, então, não pode ser copiada por nenhuma outra empresa.

Um exemplo é o da marca Coca-Cola, cuja razão social é Coca-Cola Indústrias Ltda.

Saiba mais: Como escolher a razão social do seu negócio?

  1. Definir um nome fantasia

Se a razão oficial aparece nos documentos oficiais da sua empresa, o nome fantasia é aquele pelo qual o seu negócio fica conhecido. 

Assim, quando você criar um perfil nas redes sociais, ou customizar a fachada da sua loja, é esse nome que deve ser incluído nos espaços para isso.

Diferentemente da razão social, o nome fantasia não é exclusividade de uma única empresa. 

Mas isso não significa que o seu negócio deva ter um nome já existente. Para escolher a melhor opção para a sua empresa, use a criatividade e faça uma pesquisa de mercado para entender quais os nomes utilizados por outros negócios do setor. Assim, você não corre o risco de adotar um que já esteja em uso.

  1. Escolher o tipo de atividade primária e secundária 

Seguindo o passo a passo sobre como abrir uma empresa, você precisa escolher qual o tipo de atividade do seu negócio seguindo a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE). 

Essa etapa é importante para registrar o tipo de serviço que você vai oferecer aos seus clientes e alinhar o modelo tributário do negócio de acordo com a atividade exercida. 

Na hora de abrir uma empresa, você precisa escolher uma atividade primária, aquela que corresponde ao principal serviço oferecido (e que vai trazer o maior faturamento), e uma atividade secundária, realizada eventualmente pela sua empresa. 

Para fazer a escolha mais adequada, consulte o portal da CNAE, com todas as possibilidades.  

  1. Estabelecer o tipo de empresa

Antes de abrir a sua empresa, você precisa definir qual o tipo, que está ligado também ao tamanho dela. Há algumas opções de tipos que você pode escolher para o seu pequeno negócio: MEI, ME e EPP. Confira a seguir as características principais de cada um deles! 

MEI

MEI é a sigla para microempreendedor individual e diz respeito a um modelo de empresa mais modesto, com limitação de funcionários e faturamento. Quem é MEI não pode ultrapassar a receita de R$ 81 mil por ano e nem contratar mais de um funcionário CLT ou ter sócios. Esse modelo é ideal se você trabalha como autônomo, já que a taxa mensal é baixa e é possível emitir nota fiscal para os seus clientes.

ME

Já ME corresponde à microempresa e oferece possibilidades mais amplas em comparação com o MEI. Além do benefício de poder emitir notas fiscais, esse modelo de empresa permite ter um faturamento de até R$ 360 mil por ano. Você também pode contar com um ou mais sócios para a sua empresa e contratar mais funcionários. 

EPP

EPP é a sigla para empresa de pequeno porte. Nesse caso, o faturamento anual do negócio pode ser de R$ 360 mil a R$ 4,8 milhões e a quantidade de funcionários que você pode ter na empresa também aumenta.

Outros tipos de negócios incluem empresas de médio porte e empresas de grande porte. A ideia é que, com o crescimento da sua marca, você amplie o seu faturamento e o número de funcionários. Com os diferentes tipos de empresa, você pode mudar para aquele mais adequado ao momento do seu negócio a qualquer hora, de acordo com o processo de expansão.

  1. Determinar a natureza jurídica da empresa 

Outro aspecto fundamental para abrir a sua empresa é definir a natureza jurídica do negócio, que identifica a participação dos sócios e consta no contrato social da empresa. Os tipos podem ser: EI, EIRELI, SLU e LTDA. Veja mais sobre cada um a seguir!

EI 

O EI designa o Empresário Individual, ou seja, não há sócios na sua empresa e você é o titular do negócio. Assim, não há separação entre os bens do seu CNPJ e do seu CPF, o que pode comprometer suas propriedades pessoais no caso de dívidas da empresa, por exemplo. A vantagem desse modelo é que não há um valor mínimo para aplicar no seu capital social.

EIRELI 

EIRELI é a sigla para Empresa Individual de Responsabilidade Limitada. Isso significa que o seu negócio também não tem sócios. A diferença para o EI é que a EIRELI permite separar os bens da empresa e o seu patrimônio pessoal. Para que o seu negócio se enquadre na EIRELI é preciso ter um capital social de, pelo menos, 100 salários mínimos. 

SLU

A SLU corresponde à Sociedade Limitada Unipessoal (SLU), que também não inclui sócios, mas garante a proteção do seu patrimônio pessoal. Assim, os seus bens não ficam comprometidos por conta de possíveis endividamentos da sua empresa. Além disso, no caso da SLU, não há valor mínimo para o capital social.

LTDA

A natureza jurídica LTDA, ou Sociedade Limitada, inclui 2 ou mais sócios que colaboram financeiramente para a criação da empresa. Nas empresas que são LTDA, a responsabilidade de cada um dos sócios é limitada ao quanto cada um contribuiu para a formação do capital social.

  1. Escolher o regime tributário

O próximo passo é definir qual o melhor regime tributário para o seu negócio. Para os pequenos, há algumas alternativas. Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real. Qual o caso da sua empresa? Veja a seguir para descobrir a melhor opção para você!

Simples Nacional

O Simples Nacional é uma opção de regime tributário apenas para empresas MEI, ME e EPP. O princípio do Simples é o pagamento único mensal da DAS, uma taxa unificada de 8 impostos (tanto municipais, como estaduais e da União). 

O valor do Simples depende das atividades exercidas pela sua empresa. Para autônomos e pequenos negócios, essa modalidade de regime tributário é muito vantajosa, pelo baixo custo e pela pouca burocracia envolvida. 

Lucro Presumido

Diferentemente do que acontece com o Simples Nacional, o Lucro Presumido não tem uma taxa unificada. É preciso pagar, separadamente, 5 impostos diferentes: IRPJ, CSLL, PIS, COFINS e ISS. 

Nesse caso, para pagarem o Lucro Presumido, as empresas não podem superar uma receita de R$ 78 milhões.

Lucro Real

No Lucro Real, você deve pagar os impostos IRPJ e CSLL sobre o quanto a sua empresa lucra. Ou seja, os tributos só incidem sobre o lucro depois de todos os ajustes e compensações das contas.

Já outros impostos, como o PIS, o COFINS e o ISS são calculados a partir do seu faturamento total.

Alguns negócios precisam seguir o modelo de Lucro Real, como aqueles que têm um faturamento maior do que R$ 78 milhões.

  1. Registrar o negócio

Depois que você já realizou todos os passos anteriores, é hora de oficializar e legalizar a sua empresa junto aos órgãos responsáveis.

No caso de empresas do tipo MEI, você consegue adiantar todo o processo de abertura virtualmente. Para isso, acesse o site oficial do governo federal e clique em “Formalize-se!”. 

Para finalizar o registro da sua empresa, você deve levar alguns documentos para a Junta Comercial do seu estado ou para o Cartório de Registro de Pessoa Jurídica da sua cidade para registrar oficialmente a sua empresa. Mas quais são eles? É o que vamos ver agora!

Quais são os documentos necessários para abrir uma empresa?

Falta pouco para você saber tudo sobre como abrir uma empresa! Agora, vamos falar sobre os documentos importantes para garantir que o processo seja feito da maneira correta.

É importante dizer que alguns documentos podem variar dependendo da atividade exercida pela sua empresa e das exigências dos órgãos públicos da sua cidade ou estado. Por isso, é bom se informar antes de separar os arquivos. 

De qualquer forma, alguns dos documentos que podem ser pedidos são:

  • Contrato Social ou Requerimento de Empresário Individual
  • RG 
  • CPF
  • Comprovante de endereço
  • Certidão de casamento (se houver)
  • Requerimento Padrão (Capa da Junta Comercial)
  • FCN (Ficha de Cadastro Nacional) modelo 1 e 2 

Quando você registra o seu negócio, recebe um NIRE (Número de Identificação do Registro de Empresa). Guarde esse número, porque ele pode ser muito útil em diferentes etapas da sua empresa. 

Agora que você já sabe quais documentos precisa para abrir o seu próprio negócio, vamos ver quanto custa esse processo? Algumas taxas podem ser cobradas no momento de abertura da empresa. Veja no próximo tópico!

Quanto custa abrir uma empresa?

Os custos para abrir uma empresa vão variar de acordo com a região na qual você deseja realizar esse processo. Os gastos com os processos burocráticos podem variar de R$ 30 a mais de R$ 1000. 

Assim, como há uma grande variação, o ideal é se informar nos órgãos públicos, como a Junta Comercial da sua cidade para saber quais são as taxas de abertura da empresa. 

É importante que esse valor conste no planejamento orçamentário do seu negócio. Além disso, lembra que falamos sobre a importância de contar com um profissional de contabilidade para abrir seu CNPJ? Então, se você contratar esse especialista, o valor precisa entrar no orçamento também.

Outros gastos que devem estar no seu planejamento são os recursos mobilizados depois que você abrir sua empresa, como aluguel da loja ou escritório, contas de gás, luz ou telefone e os materiais necessários para a realização do seu serviço.

E aí, o que você achou do nosso passo a passo sobre como abrir uma empresa? Esperamos que agora você tenha mais segurança para tomar a próxima ação e garantir o sucesso do seu negócio.

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