8 passos que garantiram as vendas da Sheli Store durante a quarentena

 8 passos que garantiram as vendas da Sheli Store durante a quarentena

A quarentena pegou todo mundo de surpresa e, com a Sheli Store, não foi diferente. No nosso Instagram, conversamos com a sócia da loja, Sheila Fridman. Ela contou como remodelou o negócio e quais foram as ações adotadas para continuar vendendo mesmo na crise. Vem conferir os aprendizados!

TRÊS PRINCIPAIS APRENDIZADOS DE HOJE:

1.

Não é a primeira vez que a Sheli Store tem que se adaptar a uma nova realidade. A loja começou focada no público infantil, mas, como as clientes se tornaram adultas, a Sheli passou a vender roupas para acompanhar esse crescimento. Para lidar com a crise gerada pela pandemia de Coronavírus, Sheila conta que transformou sua produção, passando a vender máscaras de proteção para as clientes e, mais tarde, roupas confortáveis, ideais para ficar em casa.

2.

A comunicação com as consumidoras foi um ponto importante para manter as vendas. Mesmo antes da quarentena, a Sheli já buscava um relacionamento próximo com suas clientes, enviando mensagens de WhatsApp com as novidades. Enquanto as portas da loja estavam fechadas, ela buscou levar opções de roupa até a casa das clientes, para que elas escolhessem os modelos preferidos. Para isso, adotou o modelo de delivery próprio para entregar as roupas. Além disso, a marca fortaleceu sua presença digital, apostando em um site para divulgar os produtos e estimular as compras.

3.

Por fim, Sheila marcou que a confiança no próprio negócio, o foco e a garra foram aspectos fundamentais para garantir o sucesso da Sheli Store durante a quarentena. Para a reabertura da loja, Sheila garantiu que todas as colaboradoras e as clientes estivessem protegidas. Para isso, colocou uma placa na porta avisando sobre a obrigatoriedade do uso de máscaras no estabelecimento, além de disponibilizar álcool em gel para a higiene das mãos e garantir a segurança no manuseio das roupas.

1. Mudar o modelo de negócio

Por mais que a quarentena tenha obrigado a loja a traçar uma nova estratégia de vendas, não é a primeira vez que Sheila precisou adaptar seu modelo de negócio. Antes, a Sheli era focada em um público infantil e viu suas clientes crescerem. Para continuar vendendo para esse público, a loja passou por uma reformulação e começou a vender peças que se adaptaram à nova fase das clientes, agora adultas.

Com a pandemia do coronavírus, Sheila conta que, inicialmente, tomou um susto com a situação e ficou bastante preocupada em relação ao que fazer com o fechamento da loja e com as suas funcionárias. Para isso, apostou na transformação dos produtos vendidos, na comunicação com as clientes, na construção de um site institucional e na prática do delivery.

2. Transformar a produção

Ainda pensando em mudar o modelo de negócio, Sheila contou que também transformou sua produção. Logo no início a quarentena, ela ligou para fornecedores para trocar ideias e pedir dicas sobre como lidar com o momento.

Em uma dessas conversas, uma amiga que também é dona de negócio sugeriu ajudar a Sheli, fornecendo tecido para a confecção de máscaras em parceria com uma costureira. Sheila topou e passou a contribuir com a cadeia colaborativa, que envolveu costureiras, arrematadoras e passadoria.

O foco da loja naquele momento era auxiliar essas pessoas e se mostrar disponível às clientes. Para isso, Sheila ligou para as consumidoras para oferecer apoio e informar sobre a produção de máscaras da Sheli.

Depois de um tempo, ao falar com as clientes e, com a chegada de uma frente fria no mês de abril em São Paulo, Sheila percebeu uma demanda por roupas mais confortáveis e quentes para ficar em casa. O foco da Sheli sempre foi em moda casual e para festa, mas, com a situação da pandemia, Sheila decidiu inovar.

Por isso, ela buscou ajuda com algumas fábricas do sul do Brasil que forneciam moletom e passou a vender esses itens para as consumidoras. A iniciativa trouxe excelentes resultados para a Sheli, que focou os esforços na confecção de conjuntos práticos para ficar em casa.

3. Fortalecer a comunicação com o cliente

Antes mesmo da pandemia, a comunicação com as clientes já era uma prática bastante difundida na Sheli. Cada vendedora da loja tem um tablet para, todos os dias, postarem algo novo para as consumidoras. No WhatsApp, elas fazem uma lista de transmissão para divulgar as novidades e mostrar fotos das roupas. Quando as clientes demonstram interesse, os itens são separados para elas.

Quando realizam uma compra, as consumidoras podem fazer um cadastro e deixar seus dados de contato para receberem novas informações da Sheli, o que facilita a comunicação com essa cliente e dá à loja a oportunidade de conhecer melhor o seu público.

Com a pandemia, o relacionamento com as clientes ficou ainda mais fortalecido. Sheila conta que chegou a trocar diversas receitas com as consumidoras e, em conjunto, acabaram criando um livro com várias delas para passar a quarentena.

4. Fazer delivery

Quando a Sheli começou a produzir máscaras, as clientes se mostraram interessadas em comprar. Mas, com as portas fechadas, a saída para loja foi intensificar o sistema de delivery na casa das consumidoras, o que se mantém até hoje para os demais itens da Sheli. As entregas são feitas sem contato e, normalmente, os produtos são deixados na garagem para que as clientes busquem.

Uma das opções oferecidas pela Sheli é colocar alguns itens dentro de uma mala e deixar na casa da consumidora para que ela dê uma olhada neles por até 48 horas. Para Sheila, uma das vantagens desse modelo é que a cliente pode experimentar as peças da Sheli com suas próprias roupas e montar looks personalizados, combinando os itens.

As malas são pensadas de acordo com o perfil da consumidora e com as novidades que chegam na loja. O delivery é feito de carro, com uma estrutura da própria Sheli, que optou em não terceirizar o serviço, tanto por conta dos custos, como para preservar as peças transportadas.

5. Potencializar o digital

A Sheli já estava presente no Instagram e no WhatsApp para suas clientes, mas Sheila quis potencializar o site da empresa para impulsionar as vendas. Então, com a ajuda do filho, em apenas dois dias, fotografou as peças e transformou o site em uma vitrine da loja, com os itens disponíveis e os preços.

Sheila disse que essa iniciativa teve um bom retorno, o que só confirmou a necessidade de inovar o negócio e atender a demanda de consumidores que querem comprar de forma rápida e sem atrito. Agora, as clientes que entram nas redes sociais da marca já podem ser direcionadas para o site e tomar suas decisões de compra.

6. Planejar a reabertura

A Sheli Store reabriu suas portas no último dia 15 de junho, depois do decreto governamental. Mas, para tornar esse processo mais seguro, fez um planejamento de reabertura. Sheila optou por um novo horário de funcionamento, de acordo com as diretrizes para a região de Santana de Parnaíba, onde a loja está localizada. Agora, a Sheli funciona das 10h às 14h.

Para garantir a higiene da loja e diminuir os riscos de contágio pelo Covid-19, a equipe chega mais cedo na Sheli para limpá-la com álcool 70 e usar um vaporizador nas roupas para esterilizá-las. Além disso, Sheila colocou uma placa na frente da loja, informando a obrigatoriedade do uso de máscara ao entrar no estabelecimento.

A Sheli também é bem ventilada, com várias janelas e apenas 2 clientes podem entrar por vez. Sheila contou que esse protocolo foi adotado com o objetivo de proteger a saúde das colaboradoras e das clientes que frequentam a loja.

7. Pensar no futuro 

Sheila contou que uma das expectativas para o futuro da Sheli é continuar com a produção de roupas mais confortáveis e com o delivery, que tem funcionado muito bem. Ela ressaltou que muitas empresas pretendem estender o trabalho remoto até o final do ano, por isso, a demanda por esse tipo de item entregue em casa deve continuar.

Além disso, as pessoas de uma forma geral ainda se sentem inseguras para sair de casa, mesmo com o comércio reabrindo. Por isso, trabalhar com um modelo de entregas garante que as clientes continuem comprando e recebendo as roupas com segurança.

Ao mesmo tempo, Sheila disse que não é hora de estocar produtos só porque é provável que eles vendam mais. É preciso ter um pé no chão e entender que passamos por um momento de incerteza ainda.

Agora, é preciso viver um dia de cada vez e contar com um bom administrador para o seu negócio. Assim, você consegue ter controle sobre os números da empresa e tomar decisões mais adequadas para a sua marca.

8. Acreditar no negócio

A última dica de Sheila para os negócios neste tempo de incerteza é a confiança na empresa, assim como o engajamento da equipe, o foco no trabalho e a garra para fazer acontecer. A Sheli aprendeu muito em um curto espaço de tempo e a coragem para enfrentar os desafios foi fundamental.

Sheila reforça que os empreendedores não devem se abandonar ao medo que o momento traz, porque ele trava as nossas ações. Ter um propósito também garante que você consiga levantar todos os dias para tocar o negócio. Para Sheila, ele está ligado aos seus filhos.

E, no seu caso, o que te faz ter garra? No nosso blog, você encontra diversos conteúdos como este, que te ajudam a lidar com a crise atual e descobrir as melhores saídas para a sua empresa. Se você gostou deste artigo, pode se interessar por este também: Transforme parcerias em novas oportunidades.

Obrigada pelo papo e conte com a gente!

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