No nosso Instagram, fizemos uma live como o Marcus Ozi, sócio do Isla Café juntamente com a chef Izadora Ribeiro Dantas. Ele falou sobre como conseguiu ampliar um projeto solidário durante a quarentena, o Cozinha de Combate. Vem saber quais foram os principais pontos desse encontro!

TRÊS PRINCIPAIS APRENDIZADOS DE HOJE:

1.

Com a pandemia de Coronavírus, o Isla Café teve que fechar suas portas. Para manter a sobrevivência do negócio, os sócios Marcus e Izadora decidiram participar do projeto Por Nossa Conta, que atende populações vulneráveis de São Paulo. Animados pelos resultados dessa iniciativa, os sócios decidiram criar o Cozinha de Combate e usar a cozinha do Isla para produzir refeições para essas populações. Para adaptar o modelo de negócio, criaram um financiamento colaborativo para ter fôlego financeiro e sustentar o projeto. Em um primeiro momento, o Isla se aliou a freis franciscanos e a um projeto solidário em Paraisópolis para entregar as marmitas produzidas. Já na segunda etapa do Cozinha de Combate, os sócios se uniram a outros três restaurantes para produzir mais refeições: Corrutela; Cais; e Mica. Até agora, já foram distribuídas 17 mil refeições.

2.

Três pontos fundamentais para o projeto do Isla foram: a construção de parcerias, a confiança no projeto e o engajamento do time. Marcus contou que, desde o início, o time do Isla ficou animado, apesar do desafio de cozinhar 150 refeições diariamente. Na hora de buscar parcerias, o restaurante priorizou negócios com o mesmo propósito. Essa, inclusive, é uma das dicas de Marcus para os empreendedores que desejam embarcar em processos colaborativos com outras marcas. Além disso, o Isla contou com a ajuda de uma empresa que financiou parte do projeto, a Indie Invest, e com a D. Filipa, que entrou com os caminhões para realizar as entregas de marmita.

3.

Por fim, o engajamento dos clientes do Isla também foi fundamental para o sucesso do Cozinha de Combate. O restaurante já tinha uma comunidade online forte, priorizando sempre o laço com esse conjunto de pessoas ao invés da busca por milhões de seguidores. O relacionamento forte com os consumidores foi muito vantajoso para o negócio, que utilizou as redes sociais para entrar em contato com esse público e divulgar sua iniciativa do Cozinha de Combate.

TRÊS PRINCIPAIS APRENDIZADOS DE HOJE:

1.

Com a pandemia de Coronavírus, o Isla Café teve que fechar suas portas. Para manter a sobrevivência do negócio, os sócios Marcus e Izadora decidiram participar do projeto Por Nossa Conta, que atende populações vulneráveis de São Paulo. Animados pelos resultados dessa iniciativa, os sócios decidiram criar o Cozinha de Combate e usar a cozinha do Isla para produzir refeições para essas populações. Para adaptar o modelo de negócio, criaram um financiamento colaborativo para ter fôlego financeiro e sustentar o projeto. Em um primeiro momento, o Isla se aliou a freis franciscanos e a um projeto solidário em Paraisópolis para entregar as marmitas produzidas. Já na segunda etapa do Cozinha de Combate, os sócios se uniram a outros três restaurantes para produzir mais refeições: Corrutela; Cais; e Mica. Até agora, já foram distribuídas 17 mil refeições.

2.

Três pontos fundamentais para o projeto do Isla foram: a construção de parcerias, a confiança no projeto e o engajamento do time. Marcus contou que, desde o início, o time do Isla ficou animado, apesar do desafio de cozinhar 150 refeições diariamente. Na hora de buscar parcerias, o restaurante priorizou negócios com o mesmo propósito. Essa, inclusive, é uma das dicas de Marcus para os empreendedores que desejam embarcar em processos colaborativos com outras marcas. Além disso, o Isla contou com a ajuda de uma empresa que financiou parte do projeto, a Indie Invest, e com a D. Filipa, que entrou com os caminhões para realizar as entregas de marmita.

3.

Por fim, o engajamento dos clientes do Isla também foi fundamental para o sucesso do Cozinha de Combate. O restaurante já tinha uma comunidade online forte, priorizando sempre o laço com esse conjunto de pessoas ao invés da busca por milhões de seguidores. O relacionamento forte com os consumidores foi muito vantajoso para o negócio, que utilizou as redes sociais para entrar em contato com esse público e divulgar sua iniciativa do Cozinha de Combate.

1. Adaptação do modelo de negócio

Com a pandemia de Covid-19 chegando ao Brasil, Marcus contou que, no dia 17 de março deste ano, ele e a chef Izadora Ribeiro Dantas, também sua esposa, perceberam que seria difícil operar o Isla Café, restaurante artesanal com 60 lugares, no método tradicional.

Então, decidiram fechar as portas antes mesmo do governo decretar o fechamento de lojas, bares e restaurantes. O objetivo era o de proteger a equipe de 11 funcionários e os clientes.

Restou aos sócios do Isla pensarem o que deveria ser feito naquele momento para manter o restaurante, o emprego dos funcionários e a produção dos pequenos produtores com os quais trabalham. E o mais importante: como manter o propósito em meio à pandemia?

A primeira decisão foi ajudar o projeto Por Nossa Conta, que atende a demanda de populações mais vulneráveis de São Paulo. Assim, usavam o restaurante para cozinhar e levar refeições para essas pessoas.

Com isso, Marcus e Izadora viram uma oportunidade de auxiliar ainda mais pessoas e decidiram criar o Cozinha de Combate. Assim, surgiu a ideia para o experimento de um novo modelo de negócio, uma nova forma de consumir e operar o restaurante dentro da realidade de São Paulo, em que o Isla está alocado.

A dificuldade, então, seria ter os recursos necessários para colocar o projeto de pé. A saída foi criar um financiamento colaborativo e contar com a contribuição dos clientes fiéis do restaurante.

A iniciativa deu certo e os consumidores se engajaram na causa, doando no mínimo 20 reais (preço de uma refeição) para cobrir os custos com insumos, salários, compra dos produtores, transporte e logística de entrega.

Em 15 dias, o Isla arrecadou a meta inicial de 60 mil reais e entregaram 3500 refeições. O sucesso do Cozinha de Combate deu segurança para Marcus e Izadora decidirem estruturar um segundo momento do projeto.

Na primeira etapa, o Isla trabalhava em conjunto com os freis franciscanos e a parceira Elis em Paraisópolis. Já na segunda etapa, além do financiamento colaborativo, a ideia foi cozinhar junto a outros três restaurantes de Pinheiros: Corrutela, do chef Cesar Costa; Cais, dos chefs Adriano de Laurentiis e Guilherme Gerardi; e Mica, do chef João Marcelo Gertel.

Como a produção de marmitas estava à todo vapor, abriram um centro na Barra Funda para distribuírem as refeições, cobertores e kits de higiene.

2. Confiança no projeto

Marcus contou que, para passar pela pandemia e garantir a sobrevivência do Isla, precisava manter a chama de todo o time acesa. Afinal, não se trata de um restaurante, mas de um projeto de vida, como ele disse.

Então, foi essencial manter o engajamento da equipe. Marcus conta que o time estava empenhado em fazer entregas de qualidade e montar refeições balanceadas, com arroz enriquecido de vitaminas e vegetais, baseadas em um novo cardápio.

Para Marcus, o Cozinha de Combate é mais do que um projeto social, trata-se de um novo modelo de negócio. Por isso, a confiança nesse modelo foi essencial para o sucesso da iniciativa.

3. Construção de parcerias

Um dos pontos importante para manter o Cozinha de Combate foi a ajuda de parceiros:

  • clientes que contribuíram financeiramente nos projetos de financiamento colaborativo;
  • empresas que financiaram parte do projeto;
  • os restaurantes que preparam as refeições;
  • e outras marcas que auxiliaram nas operações.

Marcus também deu algumas dicas para buscar parcerias para o seu negócio. Uma delas é conhecer realmente quem são seus potenciais parceiros.

Não adianta achar que você conhece determinada empresa, é preciso se informar realmente sobre ela, conhecer seus valores, seu propósito, sua forma de operar e de falar com os clientes. Só a partir disso é possível avaliar se essa parceria pode ser interessante para os dois lados.

Outro ponto importante para construir processos colaborativos é chegar na negociação de forma estruturada e sabendo o que você vai dizer. Isso porque, por mais que o seu projeto esteja claro para você, nem sempre o outro lado vai entender exatamente do que se trata.

Então, é preciso ser muito claro. Além disso, uma última dica é não esperar que o seu parceiro faça tanto ou faça o mesmo do que você. Cada um tem um papel dentro dessa parceria.

No caso do Cozinha de Combate, por exemplo, Marcus combinou que o Isla ficaria responsável pelo Marketing e pela logística do projeto. Os parceiros entrariam, então, para ajudar a cozinhar e atender a demanda de refeições.

Hoje, com as parcerias feitas ao longo do projeto solidário, o Isla já distribuiu mais de 17 mil refeições.

4. Olhar no futuro

Para Marcus, a reabertura física do Isla ainda não está no programa, mesmo que seja permitida. A decisão de não contar com esse ponto é porque a situação do Brasil e do mundo ainda é muito instável por conta da pandemia.

Então, o Isla optou por continuar com os projetos solidários, sem criar grandes expectativas sobre a reabertura do restaurante. Assim, Marcus e Izadora, além de darem sequência ao Cozinha de Combate, ainda garantem a operação da cozinha do Isla.

De qualquer modo, a ideia no futuro é reabrir as portas com uma estrutura menor, com horários de funcionamento e cardápio reduzidos, para evitar o desperdício de alimentos e as compras em excesso.

Além disso, o restaurante ainda não tem uma estrutura de delivery, então, uma das metas é criá-la no mês de julho para atender seus clientes e gerar empregos para aqueles que foram prejudicados com a pandemia. A ideia é ter um cardápio adequado para fazer entregas de qualidade e que preservem as refeições.

5. Busca por financiamento

Marcus contou que não quer depender apenas de pessoas físicas para tocar o Cozinha de Combate. Por isso, ao longo do tempo, buscou contato com algumas empresas em busca de apoio financeiro para ampliar o projeto.

O objetivo é aproveitar a ociosidade do restaurante para produzir refeições, capacitar jovens talentos ou pessoas vulneráveis que desejam ajudar na cozinha.

Assim, o Isla entraria com a logística, a inteligência do negócio e a mão de obra para cozinhar, mas, para o projeto crescer, é necessário mais fôlego financeiro. Esse é um dos objetivos de Marcus no momento. Enquanto isso, conta com a parceria de empresas que também desejam se reinventar e colocar a mão na massa pra fazer o projeto acontecer.

6. Equipe Adaptada

Com a mudança no modelo de negócio, a equipe do Isla também teve que se adaptar. Na primeira etapa, o time produziu 3000 refeições, mais ou menos o que cozinhavam em um mês de trabalho.

Marcus conta que, no início, produzir 150 marmitas por dia parecia um empreendimento impossível, mas agora, depois de dois meses e da curva de aprendizado, a equipe está muito mais rápida e conseguindo dar conta da demanda com mais tranquilidade.

O time passou de uma produção de refeições mais modestas e artesanais, focando na construção dos pratos, para cozinhar 20 quilos de feijão de uma vez, por exemplo.

Para Marcus, o essencial nesse processo foi a união da equipe. Só assim foi possível garantir a produção e a distribuição das marmitas com rapidez e eficiência.

7. Comunicação nas redes sociais

De acordo com Marcus, o Isla sempre foi ativo no Instagram, mas as postagens eram mais voltadas ao restaurante mesmo.

Além disso, os clientes já tinham boa imagem do negócio e engajaram no novo projeto, o que ajudou na divulgação e no fortalecimento da marca a partir dessa micro comunidade. Para Marcus, esse conceito é bastante importante e efetivo, porque faz com que o empreendedor fale para aquele público menor e específico, conseguindo uma resposta muito positiva dessas pessoas.

A ideia das micro comunidades, então, não é a busca por milhões de seguidores, mas estreitar laços com aqueles poucos que são fiéis. A filosofia do Isla já começou assim, com poucas mesas, apenas alguns itens no cardápio e buscando ouvir os clientes para reformular o restaurante de acordo com suas preferências e sugestões.

Assim, com a pandemia, o fechamento das portas e a ampliação do Cozinha de Combate, o foco da comunicação nas redes mudou um pouco e buscou informar os seguidores sobre o projeto e sobre micro comunidades.

Ao mesmo tempo, uma das preocupações do Isla era não parar de falar daquilo em que são especialistas: alimentação. Por isso, hoje, as redes sociais do restaurante trazem várias postagens sobre esse assunto, assim como cuidados na cozinha, consumo consciente e refeições saudáveis.

O que você achou das iniciativas do Isla Café para a quarentena? Se quiser ajudar o Cozinha de Combate, pode acessar este link e fazer a sua doação.

E você, tem algum projeto em mente para este momento? Para auxiliar o seu negócio, nosso blog tem vários artigos que podem te interessar, como este: 6 passos para transformar o seu negócio físico em digital?

Obrigada pelo papo e conte com a gente!