O ano está só começando, mas agora em janeiro termina o prazo para as empresas optarem pelo Simples Nacional. Você pode migrar para o Simples até o dia 31/01/2020. Se a sua empresa já faz parte desse regime, a manutenção é automática. 

Ao longo do post, vamos explicar o que é o Simples Nacional e mostrar como você pode identificar o momento certo de migrar para esse modelo. Vamos começar? 

TRÊS PRINCIPAIS APRENDIZADOS DE HOJE:

1.

Estude o seu mercado: analise a concorrência para entender quais os preços do mercado e quem está comprando dos seus concorrentes. Não adianta cobrar muito acima ou muito abaixo. Nos dois casos, você pode afastar clientes. 

2.

Agregue valor ao seu produto: mostre ao seu cliente qual o diferencial do seu produto/serviço. Ele paga mais quando enxerga valor naquilo que compra. Para aumentar o valor do que você vende, invista em um bom atendimento e garanta a melhor experiência para o seu consumidor. 

3.

Calcule sua margem de contribuição: ela indica se a sua receita é suficiente para cobrir quanto você gasta e te ajuda a entender se a sua empresa é lucrativa. O cálculo é simples. Subtraia seus custos e despesas do valor das suas vendas para ver se o produto que você vende vale a pena para o seu negócio. 

TRÊS PRINCIPAIS APRENDIZADOS DE HOJE:

1.

O Simples Nacional é um regime tributário simplificado que reúne 8 tipos de impostos diferentes em uma única forma de pagamento, facilitando a vida dos empreendedores.

2.

Para se enquadrar no Simples, sua empresa não pode ultrapassar o faturamento anual de R$4.800.000,00. Também é preciso estar em dia com a Receita Federal. 

3.

Embora esse regime possa ser muito vantajoso para algumas empresas, também pode trazer uma carga tributária elevada. Por isso, faça um planejamento tributário junto ao seu contador para decidir se é hora de migrar para o Simples Nacional. 

O que é o Simples Nacional?

O Simples Nacional é um regime tributário simplificado, ou seja é um modelo que estabelece como as micro e pequenas empresas vão ser tributadas pelo governo. Ele é simplificado porque junta 8 tipos de impostos  (IRPJ, CSLL, PIS/PASEP, Cofins, IPI, ICMS, ISS e CPP)  em uma única forma de pagamento. Assim, torna o processo mais fácil para os donos de negócio. 

No caso de empresas que optam por esse regime (e que não são MEI), o valor final a ser pago depende do faturamento anual da empresa, que não pode ultrapassar os R$4.800.000,00.

A empresa pode migrar para o Simples Nacional no primeiro mês do ano ou assim que for aberta. Ou seja, se você já tem um negócio e está pensando em adotar o Simples Nacional, precisa aproveitar este mês de janeiro para isto. O prazo termina no dia 31/01/2020.  

Assim, se houver alguma restrição para que sua empresa se enquadre no Simples Nacional, isso precisa ser resolvido até o prazo. Por isso, certifique-se de não ter nenhuma pendência com a Receita para garantir seu ingresso nesse regime. 

Para empresas que já fazem parte do Simples Nacional, a manutenção é automática. Se é o seu caso, você também precisa verificar se a situação de débitos tributários está em dia. 

Mas será que vale a pena optar pelo Simples Nacional? É o que vamos ver agora.

O Simples Nacional é para você?

O primeiro passo para definir se o Simples Nacional está de acordo com as necessidades da sua empresa é olhar para o seu faturamento anual. Como dissemos, ele não pode extrapolar R$ 4.800.000,00. Se você já passou desse número em 2019 ou chegou muito perto e acredita que em 2020 vai ultrapassá-lo, essa não é a melhor opção.

O próximo passo é verificar se o seu CNAE (Código Nacional de Atividade Econômica) pode ser enquadrado no Simples Nacional. Existem algumas atividades que não podem entrar nesse  regime, mas são poucas. Para ver se a sua se encaixa, clique aqui

Outros requisitos que a sua empresa deve cumprir se você quiser optar pelo Simples Nacional são:

  • Não possuir débitos com o INSS;
  • Estar regularmente cadastrada;

Se o seu negócio está em dia com essas obrigações, talvez seja hora de migrar para o Simples Nacional. 

MEI e Simples Nacional

Muitos empreendedores ficam na dúvida entre aderir ao MEI ou ao Simples Nacional. Você sabe qual é o mais adequado para o seu negócio?

Lembra que falamos que o Simples Nacional é um regime de tributação? Então, já o MEI é um modelo de empresa. Por isso, quem é MEI pode optar pelo Simples, mas não paga tributos federais, apenas o valor fixo mensal, chamado de DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional).

Ou seja, tanto o microempreendedor individual como as micro e pequenas empresas pagam o Simples Nacional. A diferença é que o MEI tem um custo mensal fixo e as MPEs pagam tributos que variam de acordo com o faturamento. 

Se você fatura até R$ 81.000, 00 por ano, a melhor alternativa para você é pagar o DAS MEI. . 

Como vimos, no caso de micro e pequenas empresas que optam pelo Simples Nacional, o imposto vai incidir sobre o faturamento. Já quem é MEI paga uma taxa fixa todos os meses. 

De MEI à ME

O MEI é uma ótima opção para negócios na fase inicial. Mas, com o passar do tempo, sua empresa pode crescer e ultrapassar o faturamento permitido ou surge a necessidade de contratar mais de um funcionário. 

Por isso, é necessário mudar o modelo de empresa e migrar para uma ME (microempresa), por exemplo. Portanto, a tributação também será diferente. 

É importante lembrar que, para as MEs, o Simples Nacional não é a única opção de regime tributário, há também o lucro presumido e o lucro real. Ambos, como os nomes indicam, incidem sobre o lucro dos negócios. 

Planejamento tributário para o simples nacional

Para decidir se o Simples Nacional é para você, o mais indicado é fazer um planejamento tributário com a ajuda de um contador. Esse profissional vai aliar a experiência que tem aos seus objetivos de negócio para vocês chegarem na melhor solução. Afinal, o Simples Nacional pode significar um aumento na carga tributária. 

Como o Simples faz o cálculo dos impostos com base no seu faturamento, analise a margem de lucro do seu negócio antes de tomar qualquer decisão. 

Lembre-se de que, se a sua empresa tiver prejuízo, você ainda terá que pagar os tributos. Ou seja, se o seu negócio faturar R$10.000,00, mas tiver um prejuízo de R$ 1000,00, você teria que pagar os impostos sobre esses R$10.000,00 além de ter que correr atrás do prejuízo. 

Portanto, antes de decidir para qual modelo de empresa e regime de tributação migrar, você precisa avaliar se o crescimento da sua empresa é sustentável. 

Agora, se o Simples Nacional não vai representar um aumento prejudicial da carga tributária, então pode ser uma opção vantajosa. 

Simples Nacional: esta é a melhor opção para o seu negócio?

Ao longo do nosso post, vimos o que é o Simples Nacional e te ajudamos a identificar se é hora de aderir a esse regime. 

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Obrigada pelo papo e boas vendas!